De colegas de equipa… a colegas de Seleção. Algo que poderia ser considerado normal, porém não em tão grande número. Gama, Falé, Matos, Madureira e Pedro Alves receberam, esta terça-feira, a mais aguardada das notícias: os cinco Gverreiros estão convocados para o estádio de preparação dos Sub-15 de Portugal que vai decorrer, dias 10 e 11 de novembro, na Cidade do Futebol.

Por ser a primeira chamada para todos, o momento não deixou nenhum indiferente. À scbraga.pt, o ‘quinteto’ revelou-se surpreendido pela inclusão na convocatória, mas, principalmente, feliz com o reconhecimento. Numa bagagem carregada de expectativas e ambição, os atletas arsenalistas garantem continuar a lutar e trabalhar pelo constante crescimento.

 

Falé: “É a realização de um sonho”

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O ‘sonho’ de qualquer jogador: “É nada mais nada menos que a realização de um sonho. A primeira chamada à Seleção é algo inexplicável…. Um jogador, desde que começa a jogar futebol, ambiciona chegar à Seleção Nacional e felizmente consegui atingir esse patamar. Desde que aqui entrei sinto que as pessoas confiam em mim, e isso faz com que depois tente responder e recompensar dentro de campo”.

Da utopia à realidade: “Confesso que no início não pensava nisso. Talvez no quinto, sexto jogo, depois de já ter marcado alguns golos, é que tive noção de que esses golos e exibições poderiam influenciar uma possível chamada à Seleção. Considero que é justo, porque sinto que trabalhei muito para que este momento se tornasse real”.

 

Matos: “O melhor momento na minha carreira”

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SC Braga ‘despertou’ o potencial: “Fiquei muito feliz, é sem dúvida o melhor momento na minha carreira. Não estava nada à espera, por isso quando soube fiquei extremamente contente. O mister que me treinava quando tinha 7/8anos disse que poderia ter potencial para chegar um dia à Seleção, mas na altura não acreditava. Levava isto como uma brincadeira e apenas se tornou algo mais sério quando vim para o SC Braga”.

Uma mudança rápida e positiva: “O essencial é trabalhar e acreditar sempre, não pondo de parte a humildade. Na época passada era convocado mas raramente jogava, apenas realizei dois jogos e meio, mas não baixei os braços e agora a realidade tem sido bem diferente”.

 

Madureira: “ Sem a ajuda da minha equipa isto não teria sido possível”

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Feliz e focado: “Foi uma reação muito boa, fiquei surpreendido. Não esperava ser chamado, mas estou muito contente e sei, sobretudo, que sem a ajuda da minha equipa isto não teria sido possível. É um sonho de criança representar a Seleção… Estive a bom nível no Torneio Lopes da Silva, na época passada, e a partir daí comecei a acreditar que isso poderia acontecer, o que se acabou por se verificar. Agora apenas tenho de me concentrar em dar o meu melhor”.

A partilha de uma boa notícia: “Os meus pais, principalmente o meu irmão, também fazem sacrifício para que eu esteja aqui. Estou longe da minha família, mas liguei-lhes mal soube da convocatória e eles ficaram muito contentes. O meu pai começou-se a rir, disse inclusive que já sabia e que estava muito orgulhoso, e a minha mãe também expressou essa felicidade”.

 

Pedro Alves: “Aproveitar ao máximo a oportunidade”

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O primeiro de muitos objetivos: “Na verdade imaginava que poderia ser convocado, tinha esse ‘feeling’, e fiquei muito contente quando soube, como é óbvio. Quero aproveitar ao máximo esta oportunidade e mostrar que, se estou lá, é porque sou bom… Isto apenas mostra que tenho de trabalhar cada vez mais para conseguir os meus objetivos”.

Provar o valor com a companhia perfeita: “Foi um trabalho duro e que vai aumentar daqui para a frente, porque é uma prova do meu valor e significa que tenho possibilidades de chegar ainda mais lá em cima. Acho que vai ser uma boa companhia estar lá com os meus colegas do SC Braga. Vai fazer sentir-me mais à vontade e isso dará mais confiança Da mesma forma que aconteceu connosco, pode ser que em breve surja a mesma oportunidade para mais colegas”.

 

Gama: “Algo que sempre tive em mente”

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Desempenho interno deu frutos: “É um motivo imenso de orgulho e de felicidade saber que vamos representar o nosso país. Sei que trabalhei muito para isto. Desde o início que estou a dar o meu melhor para fazer boas exibições e ajudar a equipa na passagem à segunda fase. Depois, claro, pensei na convocatória. Não nego que foi algo que sempre tive em mente”.

A importância de um clube que o viu crescer: “O SC Braga foi um clube que me ajudou desde ‘pequenino’ e ao qual tenho muito a agradecer. Ao longo destes dez anos evoluí e aprendi de forma constante, por isso acho que devo muito ao SC Braga pela pessoa e pelo jogador que sou hoje. O facto de o SC Braga ter tantos jogadores a representar a Seleção é uma das razões que fazem deste um grande emblema nível nacional. O clube está de parabéns pela estrutura e pelos atletas de grande qualidade que tem nos seus quadros”.