Em Braga mora um dos nomes grandes do bilhar mundial. Sim, leu bem… do bilhar mundial. Com um incontável número de títulos, exibições de luxo e de presenças nas mais prestigiantes competições nacionais e internacionais, já não há quem não reconheça David Alcaide como um dos melhores da modalidade. Com 38 anos, o espanhol – natural de Málaga – assume-se cada vez mais como uma das maiores referências a nível nacional e internacional, arrastando consigo – bem alto! – o nome e o símbolo do SC Braga. À Revista SC Braga abordou a conquista do 24.º World Pool Masters em Gibraltar, apontou metas para 2017 e vincou o orgulho em ser um Gverreiro do Minho, num ligação ao clube que apelida de “bonita” e “especial”.

É difícil começar esta entrevista sem falar na vitória no World Pool Masters. Qual o significado?

– É claro que significa muito para mim. É uma competição importante e muito prestigiada na modalidade. Penso que, a par de ter disputado a Mosconi Cup (prova que opõe uma seleção da Europa a uma seleção dos Estados Unidos) em 2006, é o feito mais importante que consegui na minha carreira.

 

Sente-se uma referência na modalidade?

– Sinceramente, a nível internacional não me sinto uma referência. Há muitos jogadores de excelência e de grande nível. Sinto-me apenas mais um jogador que anda em busca dos seus objetivos e de concretizar os seus sonhos. Sou um felizardo e um afortunado por poder lutar por isso, por ter essa oportunidade. A nível nacional sim, sinto-me uma referência. Mas acima de tudo sinto-me feliz por ser um exemplo para os meus companheiros e por poder ajudá-los a crescer e a evoluir, tal como eles fazem comigo.

 

Tem defrontado e derrotado alguns dos maiores nomes do bilhar ao longo da sua carreira. Qual o significado de inscrever o nome no lote dos melhores? Qual a sua principal referência?

 – É verdade que já tive a oportunidade de defrontar e derrotar alguns dos grandes nomes da modalidade. Foi muito bom para me fazer crescer enquanto jogador. Contudo, como disse, sou mais um jogador que procura trilhar o seu caminho e perseguir os seus sonhos. Tenho como referência o Efren Reyes (atleta filipino) que, na minha opinião, é o melhor de todos os tempos. Já tive a oportunidade de o defrontar e, curiosamente, ganhei.

 

Quais os objetivos para o ano de 2017? 

– Tenho sempre como meta melhorar o meu jogo e ser mais constante e regular nas minhas exibições. A nível de objetivos concretos, trabalho para voltar a participar numa Mosconi Cup. É um sonho e uma ambição voltar a disputar uma competição como esta.

 

Qual o significado de representar um clube como o SC Braga? Sente que, de certo modo, é um porta-estandarte do clube pela Europa e pelo Mundo?

– Represento o SC Braga há cerca de cinco anos. A ligação que já tenho a este clube é algo de muito bonito e especial para mim. Lido com pessoas fantásticas e farei parte deste grande clube por muitos mais anos, se continuarem a confiar em mim desta forma.

 

Quais as condições fundamentais para o sucesso no mundo do bilhar?

– É fundamental ser-se muito disciplinado no dia-a-dia. O treino tem que estar sempre presente na nossa vida. No fundo, é preciso dedicar a nossa vida ao bilhar.