Tânia Barros, Emma Barros e Léa Barros são as caras mais conhecidas do Karaté do SC Braga. Com um talento verdadeiramente impressionante para alcançar pódios, as Gverreiras do Minho continuam a surpreender todos os amantes desta arte marcial.

As karatecas do SC Braga seguiram as pisadas do pai, Ilídio Barros, que neste momento é o seu treinador. Tânia Barros alcançou a medalha de bronze no Campeonato do Mundo de Karaté de Cadetes, Juniores e Sub 21, que decorreu em novembro de 2017, em Tenerife. Léa Barros também brilhou além-fronteiras ao terminar no 3º lugar no Campeonato da Europa de Cadetes. Por último, a mais nova da família, Emma Barros sagrou-se este ano Campeã Nacional de Kumite e Kata no escalão de iniciados.

Em entrevista à scbraga.pt, as irmãs Barros contaram um pouco da sua história desportiva e da sua paixão pela modalidade de Karaté.

 

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Primeiros anos ao serviço do SC Braga:

Tânia Barros: É um trabalho de muito sacrifício, o treino custa bastante. Às vezes saímos do treino quase a chorar, mas todo o esforço vale a pena. É grande responsabilidade representar o SC Braga nas provas. Dou sempre o melhor de mim para colocar o SC Braga sempre no pódio e no primeiro lugar.

Léa Barros: Desde o início fomos bem recebidas. O karaté de Braga é como uma família porque temos uma ligação muito boa entre todos.

Emma Barros: Tem sido bom. Toda a gente me apoia, tenho alcançado pódios.

Tânia Barros: Acho que a união que temos neste clube faz a diferença. Nota-se muito isso nas provas, estamos todos a apoiarmo-nos. Enquanto os outros clubes estão espalhados, nós estamos todos à volta a gritar e a puxar uns pelos outros. Acho que a união faz muito a diferença.

 

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Ligação Familiar:

Tânia Barros: O nosso pai é o nosso treinador por isso acho que é um bocado genético, mas comecei a fazer ginástica. Fiz seis meses de ginástica, depois vi o meu pai a dar treinos de karaté e eu achei piada. Fui ver, gostei e fiquei no karaté. Depois elas vieram atrás.

Léa Barros: Depois de ter o meu pai a dar aulas ver a minha irmã sempre foi um exemplo. Eu fui atrás e gostei.

Léa Barros: Eu sou uma pessoa muito insegura e então só de ter o meu pai sinto-me bem. Ele é o meu maior apoio.

Tânia Barros: É a única pessoa que me consegue dar confiança antes das provas. Ele nem precisa falar, só saber que ele está ali sinto-me logo confiante. Nós os dois conseguimos vencer tudo e todos.

Emma Barros: Quando o meu pai não está presente, como aconteceu no torneio da Maia, (Tânia Barros) “Eu estava lá, tu disseste que eu era melhor que o pai (risos)”. Eu gosto mais de ir com a minha irmã do que com o meu pai.

 

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O Sucesso no Karaté:

Tânia Barros: Não competimos pelas medalhas, a primeira coisa que nós pensamos é em competir bem, fazer o nosso trabalho, ganhar e a medalha é só uma recompensa do trabalho que nós fazemos. Não estamos preocupadas com as medalhas.

Léa Barros: Quando a minha irmã está a combater eu não paro quieta, não consigo filmar, estou aos pulos porque fico mesmo nervosa por ela. Tenho medo que ela se aleije, quero que ela ganhe, quero o melhor para ela.

Tânia Barros: A medalha no Campeonato do Mundo para mim foi especial porque foi difícil de alcançar. Eu rompi os ligamentos no primeiro combate e foi talvez a prova mais complicada que alguma vez tive, mas quando cheguei ao fim e tive a medalha no peito senti que o esforço valeu por tudo.

Emma Barros: Recebo sempre duas medalhas porque eu faço kata e kumite e elas só fazem kumite. Ganho mais kata porque é mais técnica, e kumite só treino quando venho cá a Braga.

 

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O que pensam sobre o futuro das suas irmãs no Karaté:

Emma Barros: Eu acredito na Léa porque ela tem muita flexibilidade. Ela marca muitos pontos de pernas, enquanto a Tânia é só braços praticamente.

Léa Barros: A Emma tem muita margem de evolução se continuar da maneira que está a trabalhar. Com 11 anos já fez tantos pódios que na nossa idade não era possível porque não tínhamos as mesmas condições. Acredito que ela vai chegar lá em cima e talvez seja melhor que nós.

Tânia Barros: A Léa surpreende-me sempre, ela consegue estar melhor a cada treino, cada vez mais rápida, cada vez mais imprevisível. Custa-me às vezes combater com ela… Na Emma gosto da vontade e da garra quando está a combater e a fazer Kata.

Tânia Barros: Quando se fala na Tânia, na Léa e na Emma Barros se não ganharem é terrível. Uma Barros tem de ganhar…