Joana Cunha é uma das atletas em destaque nas modalidades do SC Braga. A Gverreira do Minho brilhou na passada semana ao conquistar a medalha de prata no Open de Israel – um torneio em que estiveram presentes algumas das melhores taekwondistas do mundo.

A Gverreira do Minho ocupa atualmente o 26º lugar no Ranking Olímpico e é uma das 10 melhores taekwondistas da Europa – factos que demonstram que estamos perante de uma das estrelas do taekwondo nacional.

Em entrevista à scbraga.pt, Joana Cunha manifestou o orgulho em representar o que para si é “o melhor clube de Taekwondo em Portugal” e lançou o sonho de pisar o palco dos Jogos Olímpicos.

 

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Como começou a sua carreira: “Principalmente a culpa é do meu irmão. Eu não fazia nada, estava em casa, e ele já fazia ginásio. Para me envolver em alguma atividade física levou-me também para o ginásio com ele, mas eu não gostava muito. Ao lado do ginásio tinha uma sala de taekwondo e o professor que dava aulas perguntou-me se gostava de experimentar, eu experimentei e facilmente troquei o ginásio pelo taekwondo e desde então está cá o bichinho em mim”.

Receção no SC Braga: “Antes de mais quero agradecer por me terem recebido tão bem. Para mim ser uma Gverreira do Minho é ter uma segunda família, uma segunda casa, significa muito para mim”.

O melhor clube português para Joana Cunha: “Eu vim para Braga porque o SC Braga é o melhor clube de Taekwondo. Eu sentia necessidade de evoluir, sentia que estava a estancar num patamar e que provavelmente não sairia dali que e que se me mantivesse onde estava provavelmente acabaria por desistir. Eu como não queria desistir porque gosto demasiado disso decidi mudar-me para os melhores e aqui estou”.

SC Braga tem as pessoas certas na modalidade: “O Taekwondo do SC Braga está a ser muito bem desenvolvido com pessoas que percebem muito da modalidade e que tem a paixão de querer ensinar e de fazer com que o Taekwondo nacional atinja o maior patamar possível”.

Ligação com os seus colegas de equipa: “Quando fazia parte da Seleção Nacional estava muito tempo com os meus colegas do SC Braga, o meu relacionamento com eles já era próximo. Receberam-me muito bem, são a minha segunda família. Eu vim para cá sozinha, custou aos meus pais, mas eles sempre me apoiaram nas minhas opções e os meus colegas receberam-me com os braços mais abertos que poderiam ter recebido alguém”.

A pressão de ser um exemplo para os mais jovens: “De mim própria sou uma pessoa muito trabalhadora e esforçada e gosto sempre de tentar o máximo de mim para conseguir fazer melhor. Se for um exemplo para os mais jovens claro que fico muito feliz, mas não me coloca pressão porque já a meto a mim mesmo sem contar com eles porque são valores que eu defendo”.

Momento que determinou o sucesso na sua carreira: “A certa altura eu tive um momento em que disse “é agora, ou ficas cá e tens de aceitar isto, continuando a ser como és e vais desistir daqui a uns tempos, ou então vais ter de seguir o teu sonho, vais ter a coragem de sair de casa e fazer novos amigos. Aceitar outro desafio porque é isso que te vai fazer chegar onde tu queres chegar”.

A emoção da conquista de um colega de equipa: “Eu lembro-me do momento a que se refere esta imagem de eu estar a chorar por estar a sentir o orgulho do meu companheiro de treinos (Júlio Ferreira) estar a alcançar algo tão grandioso que eu um dia gostava de alcançar para mim”.

Medalha de prata no Open de Israel: “Tive uns meses em que as competições não me estavam a correr bem. Continuava a trabalhar igual e focada no meu objetivo, mas simplesmente parecia que não estava a dar certo e que algo estava a falhar. Esta medalha (de prata no Open de Israel) sinto que foi o ultrapassar desta situação. Pensei “Joana tu estás bem e continuas a trabalhar bem, simplesmente não estavas num bom momento, mas tu continuas com as mesmas qualidade e basta acreditar que consegues”.

Foco no Europeu e no Mundial: “É o grande sonho, mas sei que para chegar a esse sonho preciso de pontos e que esses pontos preciso de alcançar em Europeus e Mundiais. Por isso, o meu foco é o Europeu e o Mundial e a longo prazo os Jogos Olímpicos”.

O que tem de melhorar: “Neste momento, quando combato com as melhores taekwondistas do mundo falha sempre algo de pormenor porque nunca perco por grandes diferenciais. O principal que tenho de fazer é estar focada e continuar a acreditar no meu trabalho”.

Vontade de deixar a sua marca no taekwondo português: “O Europeu de Sub-21 foi muito importante para mim porque fui a primeira atleta portuguesa a alcançar esse título, portanto algo já está marcado. Espero continuar a deixar a minha marca com os meus resultados”.

Desejo para o futuro do SC Braga: “Espero que o SC Braga tenha muitos sucessos e que no futuro apure alguém para os Jogos Olímpicos. Era bestial”.