Alexandre Cunha está a viver o melhor momento da sua carreira. O Gverreiro do Minho conquistou dois títulos mundiais na passada semana e é um dos atletas em destaque do conjunto arsenalista no momento atual.

Numa entrevista emotiva à scbraga.pt, o atleta de 15 anos confessou que concretizou um sonho ao tornar-se campeão mundial em duas disciplinas de Kickboxing ao serviço do seu clube do coração.

 

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Carreira desportiva: “O meu percurso começou há quatro anos juntamente com dois amigos, o Graciano e o Daniel. Eu gostava de fazer algum desporto, mas a minha mãe nunca me deixou. Falei com a minha mãe do Kickboxing, depois falei com o meu amigo Daniel, pesquisamos e descobrimos o SC Braga e decidimos experimentar. Fizemos o primeiro treino e foi espetacular. Depois contei à minha mãe e, apesar dela estar com o pé atrás, lá me deixou. Hoje em dia os meus amigos já não treinam, mas são muito importantes para mim”.

O clube do seu coração: “Representar o SC Braga significa tudo. Não só o SC Braga, a minha cidade… significa tudo. É um sentimento inexplicável. É o clube que eu amo e que me ensinaram a amar. Não me vejo a representar outro clube”.

Ser campeão do mundo: “É um sentimento muito bom, não vou dizer que não estava à espera disso. Treinei para isto acontecer. Senti-me muito bem em cima do ringue e do pódio. É algo inexplicável”.

Responsáveis pela conquista mundial: “As pessoas mais importantes na minha conquista são os meus dois mestres, Fernando Machado e Luciano Machado, e o Paulo Carvalho foram a base desta conquista… depois claro os amigos e a minha família foram essenciais”.

Mensagem emotiva do irmão: “A mensagem do meu irmão foi especial. Ele normalmente não mostra aquilo que sente e mandou-me uma mensagem a apoiar-me. Disse que eu era o orgulho dele, que estava muito contente por aquilo que eu ganhei e que já estava à espera. Ele viu o que eu sofri para poder lá estar”.

A sua maior influência: “O meu mestre Zenga é a minha referência. É um atleta de outro nível, não só pelo atleta que foi, mas pela grande pessoa que é, pelo grande treinador que é”.

As emoções da final: “A final do campeonato do mundo foi muito renhida. Qualquer um podia vencer. Na minha opinião venci bem o combate. Já fui para a beira do árbitro a pensar que ia ganhar, mas quando uma pessoa chega lá e o árbitro começa a meter a mão no teu braço as ideias começam a vir todas ao de cima e começas a pensar se és realmente o vencedor ou o adversário”.

Conquista mundial foi um sonho tornado realidade: “Foi inacreditável para mim, era algo que já andava a sonhar há muito tempo e que quem me acompanha sabe o que eu trabalhei para isto. Quando o árbitro me levantou o braço eu voei”.

A família do Kickboxing do SC Braga: “Há muita união no SC Braga. Mesmo quando vamos a campeonatos fora do país a nossa união e a nossa alegria destaca-se em relação às outras equipas”.

Desejo para o futuro do clube na modalidade: “O meu desejo é que a modalidade continue a crescer como tem crescido. Pouco a pouco sei que o SC Braga vai formar mais campeões”.

Segredo para o sucesso: “Dedicação, trabalho e com isso vem os títulos”.