Mais uma jornada, mais uma demonstração da falência da arbitragem em Portugal, da incoerência dos seus critérios e da sua clara interferência na classificação em prol do “status quo” vigente.

Este domingo, contra o SL Benfica, assistimos a mais um rol de decisões inacreditáveis em prejuízo do SC Braga. Desde logo, um penálti por assinalar por jogo perigoso com contacto sobre Paulinho (17’). Aos 57’, porém, seria indevidamente marcada grande penalidade a favor do SL Benfica, apesar de não existir falta de Esgaio. Tão instável como o critério técnico foi o critério disciplinar, com João Félix (61’) e Florentino (78’ e 79’) a escaparem a claras infrações merecedoras de segundo cartão amarelo.

Nos momentos de decisão, o SC Braga foi sempre impedido de disputar o 3.º lugar, sendo também flagrante a forma como o nosso competidor direto foi constantemente favorecido, jornada após jornada, para que o topo da tabela refletisse a hierarquia crónica.

Há bons árbitros em Portugal, mas há também uma notória incapacidade de renovar o sector e isso exige uma profunda reflexão do Conselho de Arbitragem.

A evolução só é possível com autocrítica, exercício a que não são dadas as estruturas que gerem o futebol em Portugal, com responsabilidades a partilhar entre a FPF, o seu CA e a Liga. Em Itália, um erro recente no Juventus-AC Milan mereceu punição pública e intervenção mediática dos responsáveis do sector. Em Portugal, continuamos a preferir o corporativismo e a negação.

Mas quando se desvirtua um campeonato, algo vai profundamente mal no reino da arbitragem!