Na antevisão à final da Allianz Cup, frente ao Vitória SC, Carlos Vicens destacou a importância do jogo e da necessidade do plantel mostrar a sua melhor versão. O treinador do SC Braga ainda refletiu sobre a relevância do coletivo e da preparação para a derradeira partida.
Final: “Vai ser um jogo muito difícil. O Vitória SC vem de uma dinâmica positiva, está em crescimento. Podemos ver o seu trabalho: é uma equipa que não se rende, dá tudo, é solidária, trabalhadora, sabe jogar e vai jogar as suas cartas para vencer. Temos de ser uma equipa capaz de contrariar tudo isso, um SC Braga que tem de apresentar uma versão com muita personalidade, impor o seu jogo e ter o caráter necessário para viver momentos da partida que não estão tanto a nosso favor, ter uma mentalidade forte, saber contornar as adversidades, ser um SC Braga muito motivado e com uma energia muito alta.”
Favoritismo: “Não, nada. É um jogo diferente, com uma energia especial, uma final, um dérbi, e o que está para trás de nada serve. Começa 0-0 e temos de ganhar esse direito de tentar vencer o jogo através do esforço, de sermos competitivos, de nunca deixar de sofrer, de lutar, de ter personalidade, de sermos solidários uns com os outros. No fundo, apresentar a nossa melhor versão, com luta e esforço.”
Importância de Lagerbielke e Zalazar: “Temos jogadores que estão aqui porque os quisemos, fazem parte do plantel, e não vamos descobrir agora quem é o Zalazar; já o conhecem melhor do que eu. O Lagerbielke é mais recente, mas, para cada jogo, excetuando as baixas, preparamos as partidas tendo em conta muitas coisas: o feeling, o nível de energia e aqueles de que precisamos, dado o seu perfil, para cada posição. Dos que estão bem, avaliamos o que cada um dá em cada posição. Estiveram bem no último jogo, mas o Víctor Gómez também jogou antes e muito bem contra o Benfica, por exemplo. Estiveram bem, mas também porque a equipa está muito bem coletivamente, e isso faz com que os jogadores floresçam. Há um suporte coletivo que lhes permite crescer.”
Menos 24 horas de recuperação em comparação com o adversário: “Podemos imaginar que este ou aquele jogador pode estar mais ou menos recuperado, mas a primeira meia hora vai ser importante para avaliar isso. Às vezes acontece que os indicadores de recuperação dizem uma coisa, mas só quando estão a disputar o jogo, com os desafios físicos e mentais que ele traz, é que vamos ver se aguentam 80 ou 90 minutos, ou se apenas 55 ou 60, e se é preciso fazer uma substituição. São aspetos a que vamos ter de estar mais atentos.”
Dia de preparação diferente?: “Tento que não seja. Temos de ser o melhor possível, como equipa técnica e staff, para ajudar os jogadores, ajustando a carga e o nível de informação. São 35 jogos nesta temporada, e temos de lhes dar a dose de informação, treino e recuperação de que necessitam. Vejo muitos jogos do rival para preparar bem a partida e tentar ajudar a equipa a partir da minha posição.”
