Carlos Vicens refletiu sobre o empate a zeros contra o Go Ahead Eagles e elogiou a forma de como os Gverreiros não permitiram chances ao adversário. O treinador do SC Braga destacou também a excelente temporada europeia do Clube e a gestão feita para esta partida.
Jogo: “O plano estava a sair, mas estás a jogar contra uma equipa que tem as suas armas e joga bem. O aspeto positivo do jogo de hoje, e da forma como o planeámos, é que a nossas ações de pressão ocorreram muito mais no campo adversário do que no nosso. Isso impede-te de conceder oportunidades de golos e parte do sucesso no jogo de hoje passou por aí. É verdade que com bola faltou uma circulação mais dinâmica, porque o adversário também fez uma pressão muito agressiva em todo o campo. Com um relvado tão rápido como o de hoje e o nível físico do adversário, não era fácil e há que valorizar o ponto. Soubemos manter a estabilidade emocional durante o jogo e tentámos manter a equipa isolada do que poderia estar a acontecer noutros resultados, porque tínhamos de fazer o nosso jogo, percebendo o que a equipa precisava fruto do desgaste das últimas semanas. Segurámos o ponto e até podíamos ter marcado nos últimos minutos, mas a bola foi à barra. Objetivo cumprido, porque alcançar os 17 pontos com o calendário que tivemos e com os adversários que enfrentámos tem muito mérito. Contentes por festejar com os adeptos e estar nos ‘oitavos’ de forma direta, podendo agora focar-nos na Liga durante o mês de fevereiro, que será muito exigente e no qual vamos precisar de todos”.
Gestão: “Mais do que pensar no que aí vem, tivemos de pensar no que já jogámos. Tivemos partidas de muito alta intensidade, com jogadores a fazerem muitos minutos e outros que entraram bem desde o banco. Quando fazemos o 11, obviamente que olhamos para o adversário e em como estamos, mas temos de ter tudo isso em conta. O mais importante é que com as nossas decisões consigamos ajudar a equipa”.
Campanha europeia: “Estivemos muito concentrados em entrar em cada jogo para ganhar, converter esta ideia de jogo que temos implementado numa ideia de jogo de uma equipa fresca, intensa com e sem bola, que quer jogar, que tem personalidade e quer ser protagonista. Claro que há adversários que te o permitem mais fazer isso ou menos. Depois é preciso saber sofrer, quando é necessário. Já com 40 jogos, todas estas ideias foram adquiridas e isso reflete-se na prestação da equipa. Não foi um jogo brilhante, mas a equipa desgastou-se, esteve junta, e alcançou o objetivo”.
