O SC Braga defronta, esta segunda-feira, o FC Arouca, em jogo a contar para a 12ª jornada da Liga Portugal. Na antevisão ao encontro, Carlos Vicens, treinador dos Gverreiros, falou sobre o desenvolvimento de Gabri Martinez e em que situações a equipa ainda pode evoluir.
Preparação: “Preparámos a equipa sobretudo procurando, antes de mais, recuperar do esforço de Glasgow e, depois, focar-nos em fazer um bom jogo amanhã. Precisamos que a equipa entre novamente ligada, ambiciosa, competitiva, que assuma o jogo desde o primeiro minuto. É nisso que temos concentrado a nossa energia nestes poucos dias entre partidas. Hoje treinaremos à tarde com a mesma mensagem, a mesma ambição e a mesma ideia, antes de seguirmos de autocarro para Arouca. Preparar o jogo com esse espírito”.
Adversário: “É verdade que não atravessam o melhor momento, mas é uma equipa com ideias muito claras. Têm uma identidade fortíssima: sabem ao que jogam, sabem como querem fazer as coisas e como querem competir. E isso deve ser reconhecido. Mesmo passando por fases difíceis, mesmo quando os resultados não surgem, o Arouca sabe como quer atacar, como quer defender, e isso tem valor. O futebol de alto nível é isto: todas as equipas passam por momentos duros e, no campeonato , cada jogo é complicado”.
Erros em Glasgow: “No lance do Fran Navarro, há um momento em que ele perde a bola de vista já no ar, e é claro que ela lhe bate no braço. Pode pensar-se numa posição diferente, é verdade, mas não creio que seja uma questão de concentração, é um lance de jogo em que temos de ter cuidado. Quanto à expulsão, já falei disso: não pode acontecer, sabemos disso, e aprenderemos”.
Melhorias face ao último jogo: “Para mim, onde temos realmente de continuar a evoluir é naqueles momentos em que o jogo se torna mais físico, mais equilibrado e o adversário pressiona muito. Aí temos de reduzir o número de perdas. Isso passa por sermos capazes de segurar a bola em momentos chave. Nem sempre é fácil encontrar um homem livre porque o adversário condiciona, as circunstâncias do jogo condicionam, mas é nesses momentos que precisamos de personalidade. Não sei se viram o jogo, mas quem estivesse a fazer zapping na Liga Europa talvez nem percebesse que estávamos com 10. Estávamos a pressionar alto, queríamos recuperar, queríamos atacar. Isso diz muito da competitividade da equipa e da vontade que temos de ir à procura dos jogos”.
Calendarização: “Desde o início da época tenho dito sempre o mesmo: o calendário é o que é. Somos a equipa portuguesa com mais jogos realizados esta temporada. E sabemos que, se queremos continuar a ter sucesso e manter-nos vivos em todas as competições, o calendário vai ser apertado. Sabíamos isso, e continuaremos a sabê-lo enquanto tivermos ambição. E queremos tê-la sempre. Recordo que, na semana em que fomos jogar ao Dragão, nós tivemos um jogo a meio da semana, enquanto o FC Porto teve a semana limpa. O calendário é o que é. E nós vamos encarar cada semana e cada jogo com a ambição de tentar vencer. Pelos dias que tivermos entre jogos, recuperaremos, prepararemos e regeneraremos a energia necessária para competir ao máximo”.
Gabri Martinez: “Estamos muito contentes com o trabalho do Gabriel. É um miúdo que se empenha, que dá tudo em campo. Depois, como com todos os jogadores, cabe-nos a nós, equipa técnica e eu como treinador, perceber como potenciar melhor as suas virtudes. Dar-lhe apoio, ajudar no crescimento, ir identificando os momentos de jogo em que nos pode ser mais útil, dar pequenos conselhos e dicas para que ele vá aumentando o rendimento. Todos são importantes, como já disse muitas vezes e o plantel também sabe. Estamos satisfeitos com a equipa. Está muito ligada, muito comprometida. Esperamos que este processo de trabalho contínuo permita que os jogadores aumentem ainda mais o rendimento ao longo da época, para que, no fim, quando olharmos para trás, possamos ver crescimento da equipa e de cada jogador individualmente”.
