O SC Braga defronta, esta quinta-feira, o SC Freiburg, numa partida a contar para a 1ª mão da meia-final da Liga Europa. Na antevisão ao jogo, Carlos Vicens, treinador dos Gverreiros, elogiou o adversário e analisou a partida de amanhã. Além disso, Vicens atualizou a lista dos arsenalistas que estão atualmente lesionados.

Antevisão e adversário: “O SC Freiburg está a fazer uma Liga Europa de alto nível. Todas as equipas que estão na meia-final são fortes, senão não estaríamos nesta fase da competição. Têm um plantel muito comprometido, atacam e defendem juntos,  essa é uma das suas forças. São uma equipa em tudo o que fazem, enfrentam os jogos sem medo e com coragem. Vamos ter de apresentar uma versão nossa ao mais alto nível. A determinação e a eficácia vão fazer parte do resultado final. Vamos ter de ser eficazes nas duas áreas e ter capacidade de sofrimento para alcançarmos o objetivo, que é ultrapassar esta eliminatória.”

Lesionados e calendário: “Não estão disponíveis (Grillitsch e Arrey-Mbi). Temos um calendário muito exigente desde o início da temporada. Enquanto as equipas em Portugal chegaram à pausa de seleções de setembro com quatro jogos, com exceção do Benfica, nós já tínhamos feito dez. Vamos bater o recorde de jogos oficiais da história do clube num ano, e também de qualquer equipa portuguesa na sua história. A gestão só pode ser feita olhando para o jogo seguinte. Temos de gerir a equipa dessa forma, sabendo que esta é uma partida histórica para o clube, mas sem mudar o nosso trabalho. Temos de analisar os dados dos jogadores, o nível de carga e a gestão individual.”

Nervosismo: “Nestas alturas temos de querer jogar este tipo de jogos. O Ricardo disse-o: “borboletas na barriga” sentem-se em todos os jogos. Temos de saber controlar isso e manter a estabilidade emocional. Não é fácil,  há jogadores que não estão habituados a disputar este tipo de jogos. Isto faz parte daquilo que se sente como jogador. Quando o jogo começar, esses nervos ficam de fora e temos de focar toda a nossa energia no terreno de jogo. O que digo aos rapazes desde segunda-feira é: confiança, atenção a certos detalhes do adversário e aos nossos, e trabalhar de forma muito semelhante ao que temos feito ao longo da temporada. Temos de nos centrar no que podemos controlar. Temos de ser uma equipa, ser SC Braga mais do que nunca. Se queremos chegar à final, a única forma é sermos uma equipa e muito assertivos e determinados em tudo o que fazemos em campo.”

Pontos fortes do SC Freiburg: “Todas as equipas têm as suas armas. O Real Betis tinha as suas, o SC Freiburg tem as deles. As armas das equipas que estão nas meias-finais da Liga Europa são sempre fortes. Vamos ter de apresentar uma das melhores versões do SC Braga da temporada. Precisamos da melhor versão de vários dos nossos jogadores. Não vamos mudar a forma como fazemos as coisas e vamos ter de ser capazes de reagir aos diferentes momentos da partida. A minha experiência no futebol diz-me isso: há momentos para as duas equipas. Temos de saber capitalizar os nossos momentos e ser capazes de sofrer e competir quando o momento pertencer ao adversário. Parte do que aconteceu no estádio de La Cartuja passa por aí. Amanhã queremos dar a nossa melhor versão, com o apoio dos nossos adeptos.”

Chave da partida: “Que os nossos processos nos permitam marcar golos e não sofrer. Ser eficazes nas duas áreas, isso é o mais determinante. O que vai fazer com que possamos sofrer mais ou menos? Os nossos processos.”