O SC Braga tomou conhecimento de um vídeo publicado, nas plataformas digitais, pelo Movimento Amar e Servir Braga. Na mensagem difundida, é referido pela vereadora Marta Mendes que a natação do nosso Clube ocupa 80% da disponibilidade das Piscinas da Rodovia, sugerindo-se que tal é lesivo do interesse dos munícipes.
Compreendendo-se visado colateralmente no âmbito de uma disputa política, não pode o SC Braga anuir perante tal instrumentalização, mais ainda quando a mesma assenta em pressupostos factualmente falsos e que importa esclarecer.
Considerada a utilização de ambas as piscinas do Complexo da Rodovia, onde o Clube se encontra desde 1987, o SC Braga tem hoje uma taxa de utilização das mesmas que ronda os 31%, bem distante dos números avançados pela vereadora Marta Mendes.
Sendo claro que o SC Braga reconhece e respeita a necessidade de harmonizar a utilização do complexo com outras instituições e com os munícipes, é também inegável a mais-valia que a presença de uma entidade formadora credenciada como é o SC Braga representa para a comunidade e para o complexo municipal.
O compromisso do Clube é o de melhorar e reforçar, continuamente, a qualidade da sua proposta, sempre em coordenação e sintonia com o Município e demais entidades que fazem uso das instalações desportivas da cidade.
Por fim, o SC Braga lembra que no recente período eleitoral autárquico teve a oportunidade de receber todas os candidatos, partidos e movimentos, abrindo-se aos mesmos para qualquer contacto, colaboração ou esclarecimento, que obviamente falhou neste caso.
Não estando acima da crítica, o Clube lamenta que o seu papel, o seu compromisso e o seu nível de investimento em prol do município e da comunidade continuem a ser menosprezados, insinuando-se até que o SC Braga constitui um peso e um empecilho.
Esta narrativa, de tão absurda, é um ultraje inaceitável, que ignora o papel que o Clube tem na cadeia de valor, não apenas do ponto de vista económico-financeiro, mas também social. Sendo a casa de milhares de atletas, sobretudo jovens e crianças, o SC Braga substitui-se muitas vezes às entidades públicas na promoção da prática desportiva e de um estilo de vida saudável, representando aliás, todos os anos, vários milhões de euros de custos evitados para o Estado e para famílias.
Que qualquer responsável político ignore estes factos e promova teses alternativas é algo que o Clube, os seus sócios e os seus adeptos não podem deixar de censurar.